No dia 3 de agosto de 2006, o mundo do automobilismo ficou em choque ao ver o piloto brasileiro Cristiano da Matta sofrer um grave acidente durante um treino para a etapa de Denver da Fórmula Indy. Naquela manhã, o carro do piloto da equipe PKV Racing saiu da pista em alta velocidade e bateu com força em um muro de proteção.

O impacto foi tão forte que a equipe médica teve dificuldades para retirar Cristiano da Matta do carro e levá-lo para o hospital. O piloto sofreu lesões graves na cabeça e teve que passar por uma cirurgia de emergência para aliviar a pressão intracraniana. Ele passou quase um mês em coma induzido e demorou mais de um ano para se recuperar totalmente.

O acidente de Cristiano da Matta expôs a falta de segurança em algumas pistas da Fórmula Indy e levou a mudanças nas regulamentações da categoria. A partir de 2007, foi exigido que os circuitos tivessem uma área de escape de pelo menos seis metros de largura e fossem cercados por um muro de concreto ou metal de pelo menos 90 centímetros de altura.

Além disso, a Indy introduziu um sistema de proteção para a cabeça dos pilotos, chamado de halo. O dispositivo é um arco de titânio que é fixado na parte superior do monocoque do carro e protege a cabeça do piloto em caso de rampeamento ou capotagem.

O acidente de Cristiano da Matta também levou a mudanças na estrutura de segurança dos carros da Indy. Antes do incidente, os carros eram construídos com uma moldura de carbono que oferecia pouca resistência em caso de impacto. A partir de 2008, a Indy introduziu uma nova moldura estrutural que era capaz de absorver mais energia em caso de colisão.

Apesar de todas essas mudanças, o acidente de Cristiano da Matta continua sendo uma lembrança dolorosa do automobilismo mundial. O brasileiro nunca mais voltou a competir na Indy e se tornou um defensor ativo da segurança no automobilismo. Em 2019, ele foi convidado para participar da Comissão de Segurança da FIA e continua trabalhando para tornar as corridas mais seguras.