Desde a Crise de 1929, o termo crash passou a ser sinônimo de um dos momentos mais difíceis e dolorosos da história da economia mundial. Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque, em 24 de outubro de 1929, muitos investidores perderam tudo o que tinham e, consequentemente, o desemprego atingiu números assustadores. Desde então, o mundo vem tentando se proteger de uma possível repetição dessa tragédia econômica.

Hoje, quase um século depois, a pergunta que muitos se fazem é: será que estamos nos encaminhando novamente para uma situação de crise? Os números parecem indicar que sim.

O primeiro ponto de atenção é o aumento da taxa de desemprego. Em muitos países, a taxa de desemprego tem subido de maneira significativa. Além disso, a taxa de emprego informal, que é um reflexo da falta de opções de trabalho, tem aumentado consideravelmente.

Outro indicativo é a instabilidade dos preços dos ativos financeiros. Há alguns anos, diversos mercados de ações pelo mundo estão em alta, o que tem sido visto como o sinal de uma economia próspera. Porém, a oscilação excessiva desses preços pode indicar uma bolha financeira que pode estourar em breve.

A dívida pública também é um fator preocupante. Em muitos países, a dívida pública cresceu consideravelmente nos últimos anos e pode ser um sério problema caso haja uma deterioração da economia.

Por fim, a falta de investimento em setores-chave da economia pode prejudicar ainda mais o cenário. Em muitos países, a educação, saúde, infraestrutura e tecnologia não são vistos como prioridade pelos governantes, o que pode gerar graves problemas em longo prazo.

Assim, apesar de não haver uma certeza absoluta de que a economia mundial está caminhando para um novo crash, os números e indicativos são preocupantes. É importante que governantes, investidores e a sociedade como um todo estejam atentos a esses sinais e busquem soluções para evitar uma nova crise. A história econômica nos ensina que a crise é cíclica, mas também nos mostra que é possível evitar que ela ocorra mais uma vez.